sábado, 21 de agosto de 2010

o líder apodera-se vs a libertação da latência

"Deve, ainda, um príncipe mostrar-se amante das virtudes, dando oportunidade aos homens virtuosos e honrando os melhores numa arte. Ao mesmo tempo, deve encorajar os seus cidadãos a exercer pacificamente as suas actividades no comércio, na agricultura e em qualquer outra ocupação, de forma a que o agricultor não tema ornar as suas propriedades por receio de que as mesmas lhe sejam tomadas, o comerciante não deixe de exercer o seu comércio por medo das taxas. Deve, além disso, instituir prémios para os que quiserem realizar tais coisas e os que pensarem, através de qualquer forma, engrandecer a sua cidade ou o seu Estado. Deve, nas épocas convenientes do ano, distrair o povo com festas e espectáculos. E, porque toda cidade está dividida em corporações de artes ou grupos sociais, deve cuidar dessas corporações e desses grupos, reunir-se com eles algumas vezes — dar de si prova de humanidade — mantendo sempre firme, não obstante, a majestade de sua dignidade, eis que esta não deve faltar em coisa alguma."

O Príncipe, Nicoló Macchiavelli








"O homem deveria partir. Há, as mais das vezes, um "excesso de família" (interferência a mais dos pais), uma demasia de condicionamentos, um espartilhar da socialização que priva a criança de uma experiência de liberdade, de treino de capacidades, de domínio de si e do mundo e de ultrapassagem de obstáculos e dificuldades; privação do esforço, da luta, da aprednizagem, tão grave de consequências como a privação de afecto ou de alimento.

Estar apto para vida é estar apto para luta e também porque, na textura sócio-cultural que nos circunda, fugir da responsabilidade e aninhar-se à sombra da Instituição, é a "doce" oferta daqueles que pretendem fazer da humanidade um rebanho fácil de conduzir"

Introdução à problemática da latência, António Coimbra de Matos


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