domingo, 22 de agosto de 2010

no divã



hoje uma amiga disse-me que está desmotivada com ela própria. conversámos sobre a paixão dela, por um rapaz que a procura, que lhe faz visitas, que lhe propõe cafés, jantares... mas que ela tem a certeza que "apenas quer passar o tempo".
A pena é ela não conseguir também "apenas passar um tempo". Apaixonou-se. Conheço o drama das mulheres que se apaixonam facilmente (por outros) e se desapaixonam delas...
o que lhe disse - e é o que penso - é que há coisas que não mudam. e os momentos ou timings da vida também são levados da breca. um encontro, é das coisas mais bonitas e que mais nos fazem sentir bem connosco. um desencontro (dos que não têm horas marcadas, mas que acontecem sem que muito se possa fazer) é como viver metade a cores e metade a preto e branco difuso. a minha experiência diz-me que é do desencontro (com o outro) que nos encontramos. a outra parte é a de entender isso no momento, não como desculpa, mas como forma de nos aceitarmos, testar limites e de aprender o que vamos sendo.

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